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Autor: Instituto Chico Mendes de conservação da Biodiversidade   

Reserva Extrativista Marinha de Corumbau (RESEX Corumbau)



A Reserva Extrativista Marinha de Corumbau (RESEX Corumbau) está situada no extremo sul do estado da Bahia, tendo como limite norte, a "Praia do Espelho", município de Porto Seguro, e como limite sul a "Praia das Ostras", no município de Prado, sendo consequentemente parte dos destinos turísticos baianos a "Costa do Descobrimento" e a "Costa das Baleias". Possui área aproximada de 90.000 ha, abarcando o cinturão marinho de oito milhas náuticas a partir da Linha de Preamar Média (LPM), numa extensão de cerca de 65 km de costa.
 

A Reserva Extrativista (RESEX) Marinha do Corumbau, criada por decreto presidencial publicado no Diário Oficial da União em 21 de setembro de 2000, tem como objetivos básicos proteger os meios de vida e a cultura da população extrativista tradicional da área, e garantir a exploração auto-sustentável e a conservação dos seus recursos naturais.
 

A "RESEX Corumbau" foi criada a partir da mobilização da comunidade tradicional de pescadores artesanais, os quais utilizam e dependem, há gerações, dos recursos pesqueiros da área, que, percebendo que seus estoques já rareavam e seu cotidiano sofria forte pressão externa, se organizaram e buscaram apoio de instituições locais e do Ibama.
 

Essa Unidade de Conservação de Uso Sustentável compõe a "Região dos Abrolhos" e abriga importantes ecossistemas deste, incluindo sub-amostra representativa de todas as suas comunidades recifais.
 

A "Região dos Abrolhos" é a de maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, abriga todas as espécies de corais-pétreos do Atlântico Sul, com a existência de espécies de coral endêmicas, como o Mussismilia braziliensis (coral cérebro), o Favia leptophylla e os octocorais Olindagorgia gracilis, Plexaurella regia e Muricea flammea, entre outros organismos marinhos tais como moluscos e crustáceos.
 

Em 2002 foi classificada como área de Extrema Importância Biológica para a conservação da biodiversidade costeira e marinha do Brasil (MMA) e é integrante da "Reserva da Biosfera".
 

A região é a principal área de reprodução da baleia-jubarte, (Megaptera novaengliae), espécie citada na Lista Oficial de Espécies Ameaçadas de Extinção, que no período de julho a outubro estimulam expedições turísticas de observação saindo das comunidades da RESEX, especialmente de Cumuruxatiba, que tem esse elemento como um de seus atrativos.
 

Tartarugas marinhas, também citadas na Lista, usam a área principalmente para alimentação. Algumas espécies, como a tartaruga-cabeçuda, Caretta caretta, também desovam nas praias da região, inclusive nas pertencentes à Resex Corumbau.
 

Em meio a estes ecossistemas, existem bancos pesqueiros onde são explorados camarões e peixes de vital importância econômica para as comunidades locais.
 

A Resex Corumbau também abrange ecossistemas de manguezais, especialmente na foz dos rios Caraíva, Corumbau e Cahy que se encontram em bom estado de conservação.
 

A percepção da importância estratégica da manutenção das práticas tradicionais de exploração, para o alcance das expectativas relacionadas com a sustentabilidade ecológica e cultural foi o motor da criação das Resex.
 

E é justamente o trabalho compartilhado com as Populações Extrativistas Tradicionais que alimentam a vontade de construir alternativas para que a Resex Corumbau torne-se modelo a ser seguido em outras áreas da zona costeira do nosso País, no intuito de construirmos "uma sociedade sustentável que pode ser definida como a que vive e se desenvolve integrada à natureza, considerando-a um bem comum. Respeita a diversidade biológica e sociocultural da vida.
 

Está centrada no pleno exercício responsável e conseqüente da cidadania, com a distribuição eqüitativa da riqueza que gera. Não utiliza mais do que pode ser renovado e favorece condições dignas de vida para as gerações atuais e futuras" (Rodrigues 1999).
 

A população tradicional beneficiária da Resex é fortemente marcada pela descendência da etnia Pataxó, possuindo algumas aldeias entre as localidades que a compõem.
 

Essa população vem ampliando sua percepção de pertencimento apesar da incerteza de se situarem dentro da UC, visto que seus limites não foram ainda demarcados com precisão, pela ausência de demarcação da LPM, uma competência da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), o que trás diversos inconvenientes para a gestão da UC.
 

A comunidade, que tem no extrativismo pesqueiro sua principal fonte de vida, é composta de cerca de 650 famílias e está distribuída por nove localidades assim chamadas: Curuípe, Nova Caraíva, Caraíva, Aldeias Indígenas de Barra Velha e Bujigão, em Porto Seguro, e Corumbau, Veleiro, Imbassuaba e Cumuruxatiba, em Prado.
 


fonte original: http://www.icmbio.gov.br/portal/o-que-fazemos/populacoes-tradicionais/producao-e-uso-sustentavel/uso-sustentavel-em-ucs/4088-reserva-extrativista-marinha-de-corumbau.html

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